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Bombei no BBB… e agora? Pequenos negócios planejam os próximos passos após crescimento a jato

  • 09/04/2026

     
     


     

    Bombei no BBB… e agora? Pequenos negócios planejam os próximos passos após crescimento a jato

    O impacto da exposição em rede nacional pode transformar a trajetória de um pequeno negócio em questão de dias. Foi o que aconteceu com empreendedores que tiveram produtos usados pela participante Ana Paula Renault, no programa Big Brother Brasil 26. As marcas, apoiadas pelo Sebrae em diferentes momentos da jornada, registraram aumento expressivo nas vendas, estoques esgotados em poucas horas e, agora, se preparam para dar um salto estruturado no mercado.

    No Rio de Janeiro, a marca Agayu, criada por Paulo Vinícius Cunha, ganhou projeção após a aparição de peças como a camiseta “Cria de Iemanjá” e o moletom “Oxê do Rei”. O empreendedor conta que o crescimento foi imediato e exigiu mudanças rápidas na operação. “A gente nem sabia que as peças seriam usadas no BBB. Foi algo orgânico, mas depois disso a demanda explodiu e precisei contratar pessoas para dar conta”, afirma. Com apoio do Sebrae em capacitações, Paulo estruturou o negócio e hoje aposta em um modelo sob demanda, que permite escalar sem comprometer o estoque.

    Em Santos (SP), a RS Hype, comandada por Kamilla Santana, também viu suas peças ganharem destaque no reality. As roupas de linho usadas por Ana Paula se esgotaram em poucas horas, e a produção passou a trabalhar em ritmo acelerado desde então. “Mesmo que a gente tivesse uma produção cinco vezes maior, ainda seria difícil acompanhar o alcance que o programa trouxe”, diz. A empresária participou de consultorias do Sebrae e do programa Agente Local de Inovação (ALI), que ajudaram a aprimorar processos e gestão. “Isso me deu mais segurança para tomar decisões estratégicas olhando o negócio como um todo”, completa.

    O crescimento repentino também abriu novas frentes. A RS Hype ampliou a equipe, intensificou parcerias com fornecedores e já planeja expandir o e-commerce para o mercado internacional, impulsionada pelo aumento de clientes fora do Brasil. A empresa também adotou soluções práticas discutidas com o Sebrae, como melhorias no atendimento digital e redução de trocas, que caiu cerca de 20%.

    Outro exemplo vem de São Paulo, com a FitLegs, marca de moda fitness criada por Juliana Detilio Pers. Os conjuntos vibrantes usados por Ana Paula no programa impulsionaram as vendas e fortaleceram o posicionamento da empresa.

    “Nosso faturamento aumentou e foi emocionante ver como as pessoas se conectaram com a marca”, relata. A empresária ampliou o quadro de funcionários depois do sucesso nas vendas. “Contratamos mais três funcionários, antes era só eu e mais uma pessoa para administrar todos os pedidos”, comemora. Juliana destaca que o Sebrae foi decisivo desde o início. “Quando procurei orientação, me indicaram começar pelo online, o que mudou completamente minha visão de negócio”, afirma.

    Diante do novo cenário, os empreendedores convergem em um ponto: crescer com planejamento é essencial para sustentar o sucesso momentâneo. Seja ampliando equipes, investindo em inovação ou expandindo mercados, o desafio agora é transformar a visibilidade conquistada em crescimento consistente.

    Fonte: Agência Sebrae


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